quarta-feira, 16 de agosto de 2017

Endometriose em adolescentes

Por muitas décadas a endometriose foi conhecida como uma doença que acomete as mulheres perto dos 30 anos. De alguns anos para cá, a faixa etária de acometimento, vem mudando. Não sabemos se a causa foi um maior conhecimento sobre a doença e seu diagnóstico, se foi a mudança do estilo de vida das mulheres, ou se há algum fator ambiental envolvido, mas cada vez mais encontramos adolescentes com a doença.
Alguns artigos ilustram bem esse fato. Em revisão de todos os trabalhos sobre endometriose e adolescentes um grupo de autores mostrou que:
62% das adolescentes com dor vão ter o diagnóstico de endometriose.
70% das que não tiveram sucesso no tratamento da dor com medicações
E, o que mais chama a atenção é que cerca de 10% das adolescentes com endometriose vão apresentar os estágios mais avançados (endometriose profunda) quando do diagnóstico!
Como podemos, então, melhorar o diagnóstico nesta faixa etária?
Primeiro ponto: sabemos que a cólica menstrual é o principal sintoma da doença. Mas, em adolescentes o sintoma pode ser somente uma dor que não guarda relação com o ciclo menstrual! Óbvio que a cólica que não melhoram com as medicações habituais e a dor na relação sexual também podem estar presentes.
Sintomas intestinais, principalmente o aumento do número de evacuações, durante o fluxo menstrual também pode ser encontrado.
Em jovens com este perfil a investigação da endometriose, por meio de consulta ginecológica minuciosa, e talvez por meio de exames de imagem, deve ser feita!

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